A beleza da Matemática

"Os padrões criados pelo matemático, como os do pintor ou do poeta, devem ser belos; as ideias, como as cores ou as palavras, devem se encaixar de um modo harmonioso. A beleza é o primeiro desafio: não existe lugar permanente no mundo para a matemática feia". G. H. Hardy


Since 06/06/2013

sábado, 22 de junho de 2013

Música Classe Média








Mente Apurada...


Max Gonzaga → (letra)


Música que retrata bem a realidade da Classe média no Brasil.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

A Voz do Povo - Manifestação no Congresso Nacional




Língua Afiada...



A Voz do Povo - Manifestação no Congresso Nacional


Publicado em 18/06/2013

Aritmética + Gramática = Monteiro Lobato

Monteiro Lobato

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.





Monteiro Lobato

Monteiro Lobato na Cia. Editora Nacional.
Nascimento
José Bento Renato Monteiro Lobato
18 de abril de 1882
Taubaté.
Morte
4 de julho de 1948 (66 anos)
São Paulo.
Ocupação
Nacionalidade
Brasileiro

Emília no País da Gramática é um livro infantil escrito por Monteiro Lobato e publicado em 1934.

É provavelmente o livro mais original que já se escreveu sobre o assunto, pois a língua é figurada como um país, o "País da Gramática", povoado por sílabaspronomesnumeraisadvérbiosverbosadjetivossubstantivospreposiçõesconjugaçõesinterjeições...
Quindim, o rinoceronte, é quem leva o pessoal do Sítio do Pica-Pau Amarelo (EmíliaPedrinhoNarizinho e Visconde de Sabugosa) para lá, e é ele quem tudo mostra e tudo explica.
Alguns críticos afirmam que o motivo para Lobato escrever este livro foi "vingança", por ter sido reprovado aos quatorze anos de idade na prova de Português.

Capítulos

1.  Uma ideia da senhora Emília
2.  Portugália
3.  Gente importante e gente pobre
4.  Em pleno mar dos Substantivos
5.  Entre os Adjetivos
6.  Na casa dos Pronomes
7.  No acampamento dos Verbos
8.  Emília na casa do Verbo Ser
9.  A tribo dos Advérbios
10. As Preposições
11. Entre as Conjugações
12. A casa da gritaria
13. A Senhora Etimologia
14. Uma nova Interjeição
15. Emília forma palavras
16. O susto da velha
17. Gente de fora
18. No domínio da Sintaxe
19. As figuras de Sintaxe
21. As Orações ao ar livre
22. Exame e Pontuação
23. E o Visconde?
24. Passeio ortográfico
25. Emília ataca o reduto etimológico
26. Epílogo

Aritmética da Emília é um livro infantil escrito por Monteiro Lobato e publicado em 1935.

Na história, Monteiro Lobato consegue transformar uma matéria tão árida como a Aritmética em uma linda brincadeira no pomar, onde o quadro-negro em que faziam contas era o couro do Quindim.
Neste livro, as crianças aprendem sobre números decimaisfrações, como transformar frações em números decimais, somasubtraçãomultiplicação de números decimais, frações e números mistos e comuns. Aprendem também sobre o mínimo múltiplo comumnúmeros romanosquantidadesdinheiros antigos e de outros países, de onde vieram os números 123..., números complexos como raiz quadrada, entre outros.
É um livro indicado para crianças entre a 3ª e a 5ª série escolar.

Capítulos

1.  A ideia do Visconde
2.  Os artistas da aritmética
3.  Mais artistas da aritmética
4.  Manobras dos números
5.  Acrobacias dos artistas arábicos
6.  A primeira reinação
7.  A segunda reinação
8.  A terceira reinação
9.  Quindim e Emília
10. A reinação da igualdade
11. As frações
12. Mínimo múltiplo
13. Somar frações
14. Subtrair frações
15. Multiplicar frações
16. Dividir frações
17. Os decimais
18. As medidas
19. Números complexos

José Bento Renato Monteiro Lobato 
Taubaté, 18 de abril de 1882  São Paulo, 04 de julho de 1948.
Foi um dos mais influentes escritores brasileiros do século XX.

Foi um importante editor de livros inéditos e autor de importantes traduções. Seguido a seu precursor Figueiredo Pimentel ("Contos da Carochinha") da literatura infantil brasileira, ficou popularmente conhecido pelo conjunto educativo de sua obra de livros infantis, que constitui aproximadamente a metade da sua produção literária. A outra metade, consistindo de contos (geralmente sobre temas brasileiros), artigos, críticas, crônicas, prefácios, cartas, um livro sobre a importância do petróleo e do ferro, e um único romance, O Presidente Negro, o qual não alcançou a mesma popularidade que suas obras para crianças, que entre as mais famosas destaca-se Reinações de Narizinho (1931), Caçadas de Pedrinho (1933) e O Pica-Pau Amarelo (1939).

Contista, ensaísta e tradutor, este grande nome da literatura brasileira nasceu na cidade de Taubaté, interior de São Paulo, no ano de 1882. Formado em Direito, atuou como promotor público até se tornar fazendeiro, após receber herança deixada pelo avô. Diante de um novo estilo de vida, Lobato passou a publicar seus primeiros contos em jornais e revistas, sendo que, posteriormente, reuniu uma série deles no livro Urupês, obra prima deste famoso escritor.

Em uma época em que os livros brasileiros eram editados em Paris ou Lisboa, Monteiro Lobato tornou-se também editor, passando a editar livros também no Brasil. Com isso, ele implantou uma série de renovações nos livros didáticos e infantis.

Este notável escritor é bastante conhecido entre as crianças, pois se dedicou a um estilo de escrita com linguagem simples onde realidade e fantasia estão lado a lado. Pode-se dizer que ele foi o precursor da literatura infantil no Brasil.

Suas personagens mais conhecidas são: Emília, uma boneca de pano com sentimento e ideias independentes; Pedrinho, personagem que o autor se identifica quando criança; Visconde de Sabugosa, a sábia espiga de milho que tem atitudes de adulto, Cuca, vilã que aterroriza a todos do sítio, Saci Pererê e outras personagens que fazem parte da inesquecível obra: O Sítio do Pica-Pau Amarelo, que até hoje encanta muitas crianças e adultos.

Escreveu ainda outras incríveis obras infantis, como: A Menina do Nariz Arrebitado, O Saci, Fábulas do Marquês de Rabicó, Aventuras do Príncipe, Noivado de Narizinho, O Pó de Pirlimpimpim, Emília no País da Gramática, Memórias da Emília, O Poço do Visconde, e A Chave do Tamanho.

Fora os livros infantis, este escritor brasileiro escreveu outras obras literárias, tais como: O Choque das Raças, Urupês, A Barca de Gleyre e O Escândalo do Petróleo. Neste último livro, demonstra todo seu nacionalismo, posicionando-se totalmente favorável a exploração do petróleo, no Brasil, apenas por empresas brasileiras.

O editor e o escritor


Caricatura de Monteiro Lobato.

Em 1918, Monteiro Lobato comprou a Revista do Brasil e passou a dar espaço para novos talentos, ao lado de pessoas famosas. Tornou-se, dessa forma, um intelectual engajado na causa do nacionalismo, a qual dedicou uma preocupação fundamental, tanto na ficção quanto no ensaio e no panfleto. Crítico de costumes, no qual não faltava a nota do sarcasmo e da caricatura, de sua obra elevou-se largo sopro de humanidade e brasileirismo. Nas mãos de Monteiro Lobato, a Revista do Brasil prosperou e ele pode montar uma empresa editorial, sempre dando espaço para os novatos e divulgando obras de artistas modernistas.

Lobato também foi precursor de algumas ideias muito interessantes no campo editorial. Ele dizia que "livro é sobremesa: tem que ser posto debaixo do nariz do freguês". Com isso em mente, passou a tratar os livros como produtos de consumo, com capas coloridas e atraentes, e uma produção gráfica impecável. Criou também uma política de distribuição, novidade na época: vendedores autônomos e distribuidores espalhados por todo o país.

Primeiro seus livros foram publicados pela Editora da Revista do Brasil. Assim, o livro Urupês, em sua sexta edição em 1920, está registrado "Ed. da Revista do Brasil, São Paulo, 1920". Na última capa consta: "Director Monteiro Lobato, Secretario Alarico Caiuby", "A venda em todas as livrarias e no escritório da Revista do Brasil".

Logo fundou a editora Monteiro Lobato & Cia., depois chamada Companhia Editora Nacional, com a obra O Problema Vital, um conjunto de artigos sobre a saúde pública, seguido pela tese O Saci Pererê: Resultado de um Inquérito. Privilegiava a edição de autores estreantes como a senhora Leandro Dupré, com o sucesso "Éramos Seis". Traduziu também muitos livros e editou obras importantes e polêmicas como "A Luta pelo Petróleo", de Essad Bey, para o qual fez uma introdução tratando da questão do petróleo no Brasil.

Em julho de 1918, dois meses depois da compra, publicou em forma de livro Urupês, com retumbante sucesso e alcançando grande repercussão ao dividir o país sobre a veracidade da figura do caipira, fiel para alguns, exagerada para outros. O livro chamou a atenção de Rui Barbosa que, num discurso, em 1919, durante a sua campanha eleitoral, reacendeu a polêmica ao citar Jeca Tatu como um "protótipo do camponês brasileiro, abandonado à miséria pelos poderes públicos". A popularidade fez com que Lobato publicasse, nesse mesmo ano, Cidades Mortas e Ideias de Jeca Tatu.

Em 1920, o conto Os Faroleiros serviu de argumento para um filme dirigido pelos cineastas Antônio Leite e Miguel Milani. Meses depois, publicou Negrinha e A Menina do Narizinho Arrebitado, sua primeira obra infantil, e que deu origem a Lúcia, mais conhecida como a Narizinho do Sítio do Pica-Pau Amarelo. O livro foi lançado em dezembro de 1920 visando aproveitar a época de Natal. A capa e os desenhos eram de Lemmo Lemmi, um famoso ilustrador da época.

Em janeiro de 1921, os anúncios na imprensa noticiaram a distribuição de exemplares gratuitos de A Menina do Narizinho Arrebitado nas escolas, num total de 500 doações, tornando-se um fato inédito na indústria editorial. Fora atendendo um pedido do presidente de São Paulo, Dr. Washington Luís, de quem Lobato era admirador, que fizera o livro. O sucesso entre as crianças gerou continuações: Fábulas de Narizinho (1921), O Saci (1921), O Marquês de Rabicó (1922), A Caçada da Onça (1924), O Noivado de Narizinho (1924), Jeca Tatuzinho (1924) e O Garimpeiro do Rio das Garças (1924), entre outros.

Tais novidades repercutiram em altas tiragens dos livros que editava, a ponto de dedicar-se à editora em tempo integral, entregando a direção da Revista do Brasil a Paulo Prado e Sérgio Millet. A demanda pelos livros era tão grande que ele importou mais máquinas dos Estados Unidos e da Europa para aumentar seu parque gráfico. Porém, uma grave seca cortou o fornecimento de energia elétrica, e a gráfica só podia funcionar dois dias por semana. Por fim, o presidente Artur Bernardes desvalorizou a moeda e suspendeu o redesconto de títulos pelo Banco do Brasil, gerando um enorme rombo financeiro e muitas dívidas ao escritor.

Lobato só teve uma escolha: entrou com pedido de falência em julho de 1925. Mesmo assim não significou o fim de seu projeto editorial. Ele já se preparava para abrir outra empresa, a Companhia Editora Nacional, em sociedade com Octalles Marcondes e, em vista disso, transferiu-se para o Rio de Janeiro.

Os "produtos" dessa nova editora abrangiam uma variedade de títulos, inclusive traduções de Hans Staden e Jean de Léry. Além disso, os livros garantiam o "selo de qualidade" de Monteiro Lobato, tendo projetos gráficos muito bons e com enorme sucesso de público.

A partir daí, Lobato continuou escrevendo livros infantis de sucesso, especialmente com Narizinho e outros personagens, como Dona Benta, Pedrinho, Tia Nastácia, o boneco de sabugo de milho Visconde de Sabugosa e Emília, aboneca de pano.

Além disso, por não gostar muito das traduções dos livros europeus para crianças, e sendo um nacionalista convicto, criou aventuras com personagens bem ligados à cultura brasileira, recuperando inclusive costumes da roça e lendas do folclore.

Mas não parou por aí. Monteiro Lobato pegou essa mistura de personagens brasileiros e os enriqueceu, "misturando-os" a personagens da literatura universal, da mitologia grega  dos quadrinhos e do cinema.

Monteiro Lobato também foi pioneiro na literatura paradidática, ensinando história  geografia e matemática  de forma divertida.

Obra
Livros infantis

O livro que lançou Lobato foi "A menina do narizinho arrebitado", em 1920, nunca reeditado, exceto em uma pequena edição fac simile em 1981, e hoje considerada uma obra rara tanto a primeira edição quanto a edição fac simile. A maioria das histórias de seus livros infantis se passavam no Sítio do Pica-Pau Amarelo, um sítio no interior do Brasil, tendo como uma das personagens a senhora dona da fazenda Dona Benta, seus netos Narizinho e Pedrinho e a empregada Tia Nastácia. Esses personagens foram complementados por entidades criadas ou animadas pela imaginação das crianças na história: a boneca irreverente Emília e o aristocrático boneco de sabugo de milho Visconde de Sabugosa, a vaca Mocha, o burro Conselheiro, o porco Rabicó e o rinoceronte Quindim.
No entanto, as aventuras na maioria se passam em outros lugares: ou num mundo de fantasia inventados pelas crianças, ou em histórias contadas por Dona Benta no começo da noite. Esses três universos são interligados para as histórias e lendas contadas pela avó naturalmente se tornarem cenário para o faz-de-conta, incrementado pelo dia-a-dia dos acontecimentos no sítio.


Frases de Monteiro Lobato

- "De escrever para marmanjos já estou enjoado. Bichos sem graça. Mas para crianças um livro é todo um mundo".
- "É errado pensar que é a ciência que mata uma religião. Só pode com ela outra religião".
- "O livro é uma mercadoria como qualquer outra; não há diferença entre o livro e um artigo de alimentação. (...) Se o livro não vende é porque ele não presta".
- "Tudo tem origem nos sonhos. Primeiro sonhamos, depois fazemos".


Coleção Sítio do Pica-Pau Amarelo

Outros livros infantis

Alguns foram incluídos, posteriormente, nos livros da série O Sítio do Pica-Pau Amarelo. Os primeiros foram compilados no volume Reinações de Narizinho, de 1931, em catálogo apenas como tal até os dias atuais.

  • 1920 - A menina do narizinho arrebitado
  • 1921 - Fábulas de Narizinho
  • 1921 - Narizinho arrebitado (incluído em Reinações de Narizinho)
  • 1922 - O marquês de Rabicó (incluído em Reinações de Narizinho)
  • 1924 - A caçada da onça
  • 1924 - Jeca Tatuzinho
  • 1924 - O noivado de Narizinho (incluído em Reinações de Narizinho, com o nome de O casamento de Narizinho).
  • 1928 - Aventuras do príncipe (incluído em Reinações de Narizinho)
  • 1928 - O Gato Félix (incluído em Reinações de Narizinho)
  • 1928 - A cara de coruja (incluído em Reinações de Narizinho)
  • 1929 - O irmão de Pinóquio (incluído em Reinações de Narizinho)
  • 1929 - O circo de escavalinho (incluído em “Reinações de Narizinho, com o nome O circo de cavalinhos”).
  • 1930 - A pena de papagaio (incluído em Reinações de Narizinho)
  • 1931 - O pó de pirlimpimpim (incluído em Reinações de Narizinho)
  • 1933 - Novas reinações de Narizinho
  • 1938 - O museu da Emília (peça de teatro, incluída no livro Histórias diversas).
Tradução e adaptação de livros infantis:

Lobato também traduziu e adaptou os livros infantis:
  • Contos de Grimm,
  • Novos Contos de Grimm,
  • Contos de Anderson,
  • Novos Contos de Anderson,
  • Alice no País das Maravilhas,
  • Alice no País dos Espelhos,
  • Robinson Crusoé,
  • Contos de Fadas e
  • Robin Hood.
Livros para adultos

  • O Saci-Pererê: resultado de um inquérito (1918)
  • Urupês (1918)
  • Problema vital (1918)
  • Cidades mortas (1919)
  • Ideias de Jeca Tatu (1919)
  • Negrinha (1920)
  • A onda verde (1921)
  • O macaco que se fez homem (1923)
  • Mundo da lua (1923)
  • Contos escolhidos (1923)
  • O garimpeiro do Rio das Garças (1924)
  • O Presidente Negro/O choque (1926)
  • Mr. Slang e o Brasil (1927)
  • Ferro (1931)
  • América (1932)
  • Na antevéspera (1933)
  • Contos leves (1935)
  • O escândalo do petróleo (1936)
  • Contos pesados (1940)
  • O espanto das gentes (1941)
  • Urupês, outros contos e coisas (1943)
  • A barca de Gleyre (1944)
  • Zé Brasil (1947)
  • Prefácios e entrevistas (1947)
  • Literatura do minarete (1948)
  • Conferências, artigos e crônicas (1948)
  • Cartas escolhidas (1948)
  • Críticas e outras notas (1948)
  • Cartas de amor (1948)
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Monteiro_Lobato